Crítica Estado Imediato – Grupo Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira

Crítica Estado Imediato do Grupo Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira

24/11/2015 Casa da Ribeira, Natal/RN

estadoimediato

De cara, o balança de doze nádegas levam você de imediato para um outro estado.

Este balanço é quase tão intenso quanto o ‘Furidama-no-Gyo’, um exercício do Aikido onde se balancem as mãos na frente da barriga para sentir a conexão do corpo todo com a vibração da terra em conjunto com a respiração.

Todos dançam para uma música pop do século passado, mas dançam, dançam mesmo, um prazer puro de ver os corpos se articularem em todas suas articulações, os músculos dorsais se desenhando, fazendo careta ou um vaso oriental.

Não sei mais o que é dançar mal, a alegria invade a mente, o prazer estético se torna corporal. A leveza, resultado de trabalho duro, combina com humor e entra um ar fresco na dança contemporânea.

Tem um gosto de ser pernambucano, quando um caboclinho de lança, na pele de uma jovem de figurino tão longe, mas de corpo e movimento tão perto do original, esvoaça pelo espaço. E o frevo ficou num giro de sombrinha numa caminhada mística, mas, mesmo assim, se fez presente.

O balé clássico é uma tortura para quem aprende, nada mais certo então do que um chicote masoquista, um instrumento terrível nas mãos da professora.

Um corpo inclinado, um estado de desequilíbrio constante, a energia saindo pelos poros e os sats de Eugenio Barba se manifestam.

O final, um quadro, na mão um puff, puteiro em alemão, onde a dama nua que tem um olhar censurado, que olha sem expressão, mas é visto por todos se derrete lentamente até a morte.

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